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terça-feira, 31 de maio de 2011

Noites frias... 15 de agosto de 2009



Quis degustar culinárias antigas por mim muito apreciadas.
E poder reviver nosso deleite.
Um pouco daquele gosto de coisa perdida, que ainda não exala cheiro de podre.

Você sempre o mesmo, não me surpreendeu, arrogante e machista, extremamente interesseiro, foi correndo me encontrar.

No entanto carinhoso de uma forma hostil e provocante, agradável e quase sempre muito obediente. Não que eu goste de mandar, mas obedece aos meus padrões, não só por conhecê-los, mas por ser conveniente a você.

Desta vez, para mim, não foi igual, e ainda bem que não. Significa que acabou, nosso fogo, nossa paixão. O restinho do que já estava morto. Como sempre muito teimosa, tive que confirmar. Só para ter certeza mesmo.

Me encosta na parede, me segura forte nos seus braços, e não pense que ainda gosto disso, mas deixo você pensar que sim.
Embora o SR. não acredite. Pode ser muito doloroso para um homem pensar que perdeu o reinado.

Naquela fria e silenciosa de inverno, éramos só nós dois, literalmente encarcerados, enquanto você me admirava. Era melhor ligar o som, pra quebrar toda aquela monotonia, como "antigamente", o quanto gostamos disso. Senti frio, seu calor não me aquecia.

Vivi intensamente aquele momento, da maneira mais tórrida e fria, e que eu desconhecia existir.

Melhor assim, não me magoei. Não fiquei triste tampouco feliz, também não posso dizer que nada senti. Simplesmente preferi não sentir. Só viver. Já que havia feito a escolha...
E eu disse que ia escrever sobre isto.

Procuro ser agradável, fazer com que as coisas, por mais que inúteis e desvantajosas, valham a pena.
E mesmo que ruins, tento vive-las intensamente, pra depois ter a convicção de que: "assim não", não gosto assim, prefiro assado...

Preferi não prolongar, não só pelas circunstancias, mas pra não desperdiçar mais tempo.
E por que gosto de me produzir, ficar a vontade para maquiar, me pentear e me trocar com calma depois do banho, sem precisar usar espaço alheio. Mas agradeço cortesia.

Volta e meia a gente comete um erro antigo novamente, talvez por que tenha esquecido ser errado, ou por pensar que errar é humano, e ser demasiadamente, humano com carne fraca.

Não guardarei mágoas, e se verdadeira for, sua amizade sempre estará em meu peito.
Agora não somos mais homem e mulher, sim nada mais que bons e velhos "amigos".
Consideração e respeito. E precisa de mais alguma coisa?!

"Pra ser sincero eu não espero de você, mais do que educação..."

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