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segunda-feira, 25 de abril de 2011

In[tenso].


Difícil


Conseguir
equilíbrio,
cortejar
insanidade
Sincronia!
Coordenação.

O raciocínio
A lógica
O exercício...
Físico, mental.
Nutri a mente,
o corpo quente.
Suor agindo,
Água acalma.
Afoga a mágoa.

Destilando
educadamente...
Desprovida
de vícios,
saindo
do ócio.

Educação
Saúde
Saudade.
Vontade.
Ensejo.
Amor
Desejo.
...!


As gírias
seu vocabulário..
As vezes.
hora em hora.
todo instante,
tão incessante..
mente

Perco
o juízo,
sem álcool
me embriago...
Nem sei como
e por que?!

Em você.
procuro
um sentido.
Dividido
inadimplente...
Complexo
intenso.

Suspenso.
Descontínuo,
inconstante.
Quase flutuante.
Displicente..
Inocente,
Não entende..
Pretendo.

Cansaço
disponível,
acessível
esquemático.
Volátil.
Permanente.

Propenso.

Evasivo,
Acionista
Oportuno.
Indecente!

Bateria fraca
Música baixa...
Teor desconhecido.
Cheiro...
Afrodisíaco.

Inofensivo.

Vago,
áspero,
frio,
decoroso,
estampido!

Ossos do ofício.
Silencio!
Interesse.
Confisco.

Tão rápido,
Lento, denso.
Pouco perto
Muito longe,
Inexistente!

Sumiço.

De onde veio,
pra onde vai.
De volta
para casa.

Treme e oscila,
recíproca
e verdadeira.
Bilateral.

Sintonia!

Desvio.
Atalho
refúgio,
Abuso.
Desuso.
Alívio.

Melhor
Continuar
dormindo...
Talvez seja
o início,
Final
de vício.

Amanhã,
mês que vem,
quem sabe?!

Começa agora,
termina depois,
Era pra ontem.
Daqui a pouco.
Logo,
em seguida,
sustenido...

Já!

(Ponto final)

domingo, 3 de abril de 2011

E o brilho das estrelas?


Já não é mais 1/3
Sim metade de um inteiro.
Isso é maravilhoso.
Paradoxal.
Ela acende um incenso de "espiritualidade"
pra abafar o cheiro de erva do horizontal.
Isso a machuca.
Tenta estender a mão, mas ninguém vê,
ou será que ela não sabe como estender?
É apenas impotente, mesmo sem querer.
Fora do centro.
Não consegue entender o que vê.
Tem dias que as estrelas não estão no céu.
Há dias em que tudo parece escuro.
E mesmo com toda felicidade do mundo.
Elas não brilham como deveria.
Olham pra ela de longe,
zombam dela.
E ela não consegue ver agora,
só pode sentir
o brilho delas
o intenso e vivo brilho das estrelas.
Simplesmente desaparece.
E como uma fagulha no céu,
surge um olhar pouco confiante.
Onde estão todas maneiras espertas de ser?!
Pra onde elas vão quando tudo fica escuro?
E a menina dos olhos brilha ainda mais
cheia de cristais de água salgada,
Lágrimas jogadas.
Lágrimas sem sentido.
Indesejadas.
É irreverente e injusto.
Um preço que se paga por viver
intensamente.
O preço do radicalismo,
Da intensidade.
O excesso de amor,
Da postura dos desejos.
Incuráveis,
insaciáveis.
Precisa-se de mais controle,
Longe dele isso tudo é ainda mais difícil.
O libido e o frio.
A água que cai mansa sobre os cabelos,
quente e macia ela escorre,
desliza sobre cada parte de sua existência.
Não tem mais ações.
Está fraca e sem energia,
Tudo escorre num efêmero feixe de luz,
transforma-se em penumbra.
Ela esqueceu como se faz para brilhar.
E esquece as vezes.
Quem mora no céu de verdade.