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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Alma Gêmea


E claro e simples como o amigo.
Que tormenta o cativo, precavido.
Mas parece um inimigo.

Tenta ficar sempre,
mas acaba inativo.
Isso não e' tão grave,
Mas perto do dia que amanhece triste,
pode ser perigo.

Amigo?
Quantas vezes tentamos nos perguntar,
quantos?
Se você não conta nos dedos,
não tem tantos!

Nem poucos,
apenas amigos,
que sejam queridos!

E amores?
Será que da pra contar na vida?
Ou no ano?
E na semana?
Rs, talvez não sejam amores,

Ainda sim se pode conta-los
Como aventuras,
Paixões talvez?
Eu fico com a duvida!

E a ausência, e a "solidão"...
Eu gosto da solidão...
Mas não chamaria assim,
Prefiro dizer que gosto da minha companhia!

Que nunca me chateia.
Também não faz só bem.
E nunca vai embora!

Drama?
Rs, adoro um drama,
mas prefiro ser alegre e sorridente.
Eu mereço sorrir sempre
e manter os meus motivos para faze-lo.

Não posso deixar você entrar na minha vida
para deixa-la menos feliz
tampouco "um tanto" triste!

Eu já sei como e' isso,
E prefiro a bonança!
Você também.
Eu tenho certeza!

Vem se arrumar na minha confusão
Eu sei que confuso você vai ficar um pouco.
Mais creio que mais feliz do que confuso!
E menos triste do que abandonado!

Por que por mais que eu fique ao seu lado.
Não deixo minha companhia,
Assim faltaria um pedaço de mim.

Mesmo que sejas minha cara-metade!
A outra metade vive de mim.
E eu gosto assim!

Seja bem vindo então,
A esta confusão.
Onde o prazer vem junto a organização!

E pra ficar ao meu lado,
Não e' coisa de outro mundo,
mas não se encontra em lugar nenhum!



(...)


Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

...

Tempos que não escrevo.
Ausentei-me de editar para viver um pouco...
E coloquei alguns relatos na pasta "rascunhos",
Juntamente algumas pessoas,
o varias outras coisas de minha vida,
que depois de hoje já e' "antiga"...
É preciso renovar, reciclar, aprender!

Contudo continuo adorando relíquias,
E as novidades mais ainda!
Ser feliz ultrapassa os limites.

Agradeço pela minha maravilhosa vida.
Todos os dias!