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sábado, 22 de agosto de 2009

Entender.



Hoje eu não estou cabendo dentro de mim!
Levantei da cama ainda com álcool no sangue.
Estava polêmica discutia questões burocráticas com uma cliente (Deus onde eu estava com a cabeça?!),
com meu moto-taxi e com o padeiro.
Mas devemos ter aprendido algo extra curricular!
Dentro do assunto de estrutura e planejamento.
Assuntos que prefiro não detalhar agora!
Trabalhei de ressaca durante 6h, depois
da minha noite maratona,
"De bar em bar, de mesa em mesa
Bebendo cachaça, e tomando cerveja..."
Ele é um poço de intensa insatisfação, o que atualmente considero
uma verdadeira "invasão". Isso é impactante, um mergulho.
Um fogo acorrentado dentro de um corpo, até incendeia as pessoas!
Mas eu ando meio covarde, dentro da minha ostra.
E por mais que esteja apta a novos amores,
ainda falta algo, que em meio a multidão ainda me faz sentir só.

Não dá pra explicar, as palavras ultimamente andam pobres.
Andam faltosas, parece que estou em outra dimensão, e aqui não existe um vocábulo local.
Parece mais fácil viver da expressão, da oralidade, das imagens de tudo,
menos das palavras.
Estas me servem mais pra deslanchar em frente ao computador,
pra ver se sai alguma coisa.
Na verdade não precisa sair, é melhor ficar, se não,
me tornarei ainda mais vazia!
É tudo muito “antiprático”!
No dia de hoje.

Mais ou menos como disse Clarice:

"Não entendo.
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."


Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita.
Penso depois: não só pra corrigir, mas compreender o que escrevi.

E as palavras agora estão fluindo calmamente, mas eu não quero que elas fluam.
Bem eu vou ler um livro.
Melhor interpretar as palavras de outros do que tentar entender as suas!

PS: Mulheres não foram feitas para serem entendidas. Foram feitas para serem amadas!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um pouquinho de cada prazer.



Depois de um fim de semana maravilhoso em São João Del Rei, cidade onde residi durante 1 ano, onde a vida universitária reina, e que vida! Época boa! Morei em uma república feminina Tradicional da cidade, era uma das maiores, a casa era grande tinha 7 quartos, e mais dois que foram adaptados para utilizar.
Papai mandava dindin todo mês, a tarefa principal era estudar, dizia a lenda né?! Por que a atração da cidade para os conterrâneos é viver do turismo, e para os estudantes, que lá residem para estudar, são as festas republicanas, uma maravilha! E apesar da falta constante de dinheiro. Considero uma verdadeira vida de marajá! Amigos, conversas filosóficas, aquele nível de pessoas jovens recém estudadas para o vestibular federal, boa cultura, papos saudáveis. Gosto muito!

Apesar de meu momento ser outro, pude reviver minha estadia ali. E não só pela cidade, mas pelo fato de ter sido muito bem recebida por meus amigos, sobrou tempo pra ficar um pouquinho na casa de cada um, e vivenciar novamente aquela rotina gostosa, só ter horários para ir até a aula, tomar aquela cervejinha de praxe nos momentos escolhidos, só ligar pro disck e escolher uma caneca. Sem falar que com menos de R$10,00 dá pra sair de casa, entrar em todas as festas e ainda voltar bêbado!

Sarinha me surpreendeu, morávamos juntas, éramos como água e óleo, mas isso nos fez amadurecer, talvez até mais do que se fôssemos líquidos miscíveis. Hoje, melhor do que ontem, talvez ainda sejamos água e óleo, porem sabemos bem como nós dar, e estabelecemos uma agradável harmonia, e ela fez com que surgisse uma amizade, diferente de muitas outras, mas ainda sim uma amizade.

Visconde, meu filosofo, muito bom vê-lo, nossas conversas como sempre muito produtivas para ambos, quase sempre acompanhadas de algumas "grades" de cerveja, nos faz aprender muito no decorrer de poucas horas. As gargalhadas sempre fluem com facilidade, e com elas muita bobeira e falta de noção. E ainda sim você consegue ficar puto com algum detalhe sórdido! Eu só posso dizer que : "O obsoleto no final, pode se tornar um pequeno e delicioso galeto!". Te gosto muito.

Paulinhaaaaaaa!
Não tenho palavras para dizer o quanto te considero amiga,
sinto saudades absurdas de ti!
Muito bom reencontrá-la, e relembrar quando moramos juntas, muita risada!
Pena que ficamos tão pouco tempo também, fiquei muito triste pelo ocorrido contigo minha amiga, pode ter certeza que da próxima vez a gente sai sem bolsa!!
Dias melhores virão. Amo muito você cão!
Saudades de ti sempre.

Naty minha amiga, adorei revê-la, como sempre com sua voz doce, a vida regrada e metódica, que sabe bem a hora e a melhor maneira de curtir essa cidade universitária, sem deixar de lado os estudos e os princípios! Admiro muito pessoas assim, apesar do preconceito para com as "particulares", e certa aversão ao Rio, creio que ainda vá mudar sua opinião ao longo de alguns anos de observação! Eu respeito isso, mas não concordo, até mesmo por ter sempre que defender os meus argumentos e meu modo de vida atual carioca. És pra mim muito querida.

Não podia me esquecer de Thamires, que eu tive de perdoar por não ter me acompanhado durante o fim de semana, mas chegou finalmente me segurando algumas horinhas antes de partir, como sempre por mim muito requisitada, proporcionou-me algumas horas de uma troca recíproca de confissões atuais, as antigas a gente troca com mais tempo ao longo de nossas vidas severinas, pois é pra isso que servem as amizades! E eu me sinto privilegiada com as minhas!

Rio de Janeiro, de volta a Matrix...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Decorrências



Aquele clima,
clima tenso, horrível,
de prestador inútil discutindo com quem lhe paga.
Eu particularmente, evito sempre qualquer atrito,
ainda mais com desconhecidos.
Mas a cultura é outra, e isso leva anos para mudar.
No entanto, apesar das críticas, turistas vem para o Brasil,
viajam, curtem, exploram, será que tem como não gosrtar do Rio?!
E os brasileiros são bem educados, receptivos!?
Risos.
Meus ouvidos apenas digerem palavras indesejadas
ou irreverentes.
Mais um defeito, eu sei.
Um dia eu trabalho melhor isso com estranhos!
Entre amigos, já está em andamento.

(...)

E lá estávamos nós, como duas crianças ansiosas,
esperando virar princesa...
E aconteceu.
Lindas, graciosas, e ainda alimentando necessitados!
Arroz e feijão.
Encantador!
Vida vida!

(...)

Sobre o andamento do negócio, por enquanto eu tô me virando bem,
até fiz parte da tarefa sozinha, sou curiosa e descubro tudo.
E quando conto pro meu "psicólogo", ele ainda me dá dever de casa!
Agora só falta me ensinar como fazer.

(...)

Essa semana não dá,
as aulas estão suspensas
e eu vou passear.
Rever terras e paixões antigas,
Antigas, sim.
...

É o mundo dá voltas...


Não tenho por que me queixar, apenas viver e deixar a vida me levar!